show da Olivia
Ontem tive a graça de poder presenciar um show memorável. Feito de simplicidade e talento. Confesso que cheguei tarde em casa e deixei pra postar hoje, daí postei sobre a palestina, israel e etc...é que eu queria ter um tempinho pra falar do que vi e principalmente ouvi ontem no teatro do hotel Crowne Plaza. Desde o cenário, muito sútil e delicado que com efeitos de luz mudava de cor, de textura...parabéns pra Bia, a autora. Gostei bastante da emoção que o guitarrista Aldo Scaglione usa para interpretar as músicas, fazendo dele composições de tanta gente diferente...fiquei viajando em Kashmir, pensando em Jimmy Page e Robert Plant...o que esses caras diriam se ouvissem essa versão? Certamente ficariam contentes. Ben Harper surgiu de forma mais eloquente, forte mais melhor acabada do que a original (para o meu gosto). Muitas outras músicas nos transportam na voz precisa e emocionada de Olivia. Participações do ex-saxofonista do Karnak, Hugo Rori com muita leveza transforma tudo que toca em lindas melodias. E teve um baixista excelente em duas músicas e no bis, o nome dele não lembro agora, mas o cara é muito bom. O show teve um clima gostoso como a chuva que peguei minutos antes...fiquei meio nervoso, afinal era estréia, só depois percebi que Olivia estava tão calma, tão serena que me acalmei com sua voz...Olha, me tornei fã e por isso pode parecer exagero, mas Olivia é uma grande artista que precisa ser vista...
Será que tinha gente dos blogs em meio aquele pessoal todo???
Escrito por Dando Bica às 09:41 PM
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Duas faces, a mesma moeda.
Morre Iasser Arafat, que deus, ou Alá o tenha. Neste mundo, por vezes muito idiota em que estamos vivendo é difícil falar alguma coisa simples, posicionada, clara. Tomar partido da causa palestina pode parecer automaticamente estar contra o Estado de Israel. Aliás, é isso que a mídia, controlada pelo poder do dólar em todo mundo quer que pensemos. Sejamos francos, o dinheiro das grandes corporações de comunicação é judeu, Holywood exporta e propagandeia a lógica dos judeus. Os grandes canais de TV da América têm capital judeu. Israel só não foi varrida do mapa por que Tio Sam dá toda a proteção possível. Israel é cheia de regalias. Veja um exemplo atual. O brasil precisa mostrar boa vontade com os técnicos estrangeiros que inspecionam nossas instalações nucleares. Israel nem recebe os tais inspetores. O Iraque, antes da invasão desrespeitou meia dúzia de resoluções das Nações Unidas. Israel, desde sua fundação, desobedeceu mais da QUARENTA resoluções e nem por isso foi invadido. A ONU se cala aos desmandos israelenses, mas pega pesado com todo e qualquer país que não acata suas ordens e impõe sanções econômicas e embargos. Porém, não me sinto confortável em dar com os ombros para os atos terroristas dos fundamentalistas islâmicos. Quando um fanático se explode dentro de um café em Telavive matando judeus inocentes tenho o estômago embrulhado e o dia passa com a certeza de que a raça humana está no caminho errado. Não gostar de judeus é uma possibilidade. Eu particularmente, não gosto de trabalhar com judeus dada a forte união entre eles e que no momento oportuno irão preferir seus iguais a escolher um não judeu. Essa ligação é compreensível por tudo o que já passaram mas é inaceitável ser discriminado por não pertencer a tal religião. Também é grande idiotice ser taxado de anti-semita ao afirmar que é preferível não lidar com judeus. Da forma que agem, se protegendo e excluindo aqueles que não professam a mesma fé, eu recomendo (a mim mesmo) distância. Claro, tenho amigos judeus e deixo isso bem claro, não faço negócios com eles e jamais gostaria de ser empregado de um deles novamente. Fora isso, conversamos de política (local), futebol, mulheres, turismo, cinema, música e qualquer coisa menos dinheiro e religião. Mas comecei falando de Arafat e vou terminar falando de Ariel Sharom. Se o palestino organizou a resistência e usou de métodos violentos para faze-lo o Premier Israelense não deixou barato e praticou seus genocídios e suas arbitrariedades contra inocentes, em diversas oportunidades. Defender a memória de Arafat é difícil. Defender Sharom é ridículo.
Escrito por Dando Bica às 09:37 AM
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