Lá vem bosta, outra vez. De uns tempos pra cá, acompanhamos estarrecidos a infame incidência de programas hediondos. O formato reality show, esse flagelo horroso, não dá sinais de enfraquecimento. Logo, concluímos que manter o povo longe do raciocínio, é uma forma eficaz de manipulação da opinião pública. A política do pão e circo atualizada. A TV brasileira encontra neste formato a maneira mais rápida e segura de perpetuar a burrice do povo em prol de suas intenções escusas. Alguns dirão que em outros países a fórmula também funciona, certamente, mas não é comparável a realidade social da Espanha, da Inglaterra, da Alemanha e dos E..U.A entre outros com o nosso grau de desenvolvimento social. Nossos índices são pífios. E mais, o brasileiro vê TV como se visse uma aparição religiosa. Beira o sagrado, é espantoso.
Agora o SBT, aquele cassino televisivo, onde tudo é aposta, concurso e sessões premiadas, vai empurrar goela abaixo do telespectador um formato de ídolos forjados, chatos e extremamente piegas. Na pretensa vontade de "criar" um ídolo na nossa música, essa emissora, a exemplo do que já fez a Globo com Fama (outra porcaria), estréia o programa Ídolos, como se cantores e cantoras de mau gosto já não estivessem em suficiente abundância por aqui.
Caso alguém ouse assistir, (eu tive acesso, infelizmente, às primeiras gravações) vai notar que pior que os candidatos, temos os jurados e dentre eles, um certo Carlos Eduardo Miranda. "Produtor" musical extremamente incompetente tem o grande mérito de ser um engodo e passar incólume por gravadoras, revistas e emissoras de rádio deste país prejudicando quem se opõe a sua incapacidade, puxando o tapete de quem trabalha e o saco dos patrões. Mas ele é só um detalhe do programa...
Assim, a televisão brasileira mergulha o povo no charco da ignorância. E fatura alto com os anunciantes.